Brisbane, e a primeira mulher no grid
Renee Gracie nasceu em 5 de janeiro de 1995 em Brisbane, cresceu em Kuraby e mudou-se para a Gold Coast na adolescência. Veio do kart para o automobilismo profissional, e em 2013 foi a primeira mulher a competir numa das principais categorias de monomarca australianas.
Em 2015 entrou na segunda divisão da maior categoria de turismo do país e foi a primeira mulher em catorze anos a disputá-la em tempo integral. Correu os 1000 km de Bathurst como convidada em 2015 e 2016, em dupla com outra pilota, terminando em 21º e depois em 14º.
A saída, e a razão que ela deu
Em 2017 ela correu dezessete provas com um único resultado entre os dez primeiros, e foi substituída. Em 2019 largou o automobilismo, e a razão que deu em público tem duas partes: disse que correr já não era a paixão dela, e que não conseguia gerar renda com a pista.
É a frase que quase nenhum atleta diz em voz alta. O esporte de motor custa caro ao piloto, e quem não traz patrocínio sai — ela saiu, e abriu conta de assinatura no mesmo ano.
A volta, e a temporada perfeita
O desfecho é o que torna o caso dela único. Ela voltou a correr — e a ganhar. Em 2023 foi campeã de uma classe do campeonato australiano de GT com um resultado que praticamente não existe no automobilismo: oito corridas, oito vitórias.
Em 2025 foi campeã de outra classe do mesmo campeonato, com sete vitórias em dez provas. Em 2026 disputa a categoria acima, por uma equipe que leva o nome da plataforma de assinatura.
O dinheiro que a tirou das pistas por falta de patrocínio é o mesmo que a trouxe de volta como patrocinadora de si mesma.












