London, Ontário
Alysha Eveline Newman nasceu em junho de 1994 em London, na província canadense de Ontário, e tem 1,75 m. Começou na ginástica, e uma lesão numa vértebra lombar aos treze anos encerrou aquele caminho — foi assim que ela chegou ao salto com vara.
Estudou nos Estados Unidos: passou pela Eastern Michigan em 2013, transferiu-se para a Universidade de Miami e formou-se em 2016 em fisiologia do exercício, com especialização em nutrição. Foi seis vezes All-American da primeira divisão universitária americana e levou a prata do campeonato universitário ao ar livre em 2016.
O bronze de Paris, e um jejum de 112 anos
Ela disputou três Olimpíadas. No Rio, em 2016, e em Tóquio, em 2021, não passou da eliminatória. Em Paris, em 2024, saltou 4,85 m, ganhou o bronze e bateu o recorde nacional do Canadá no mesmo pulo.
É a primeira canadense a subir ao pódio olímpico no salto com vara — e a primeira medalha olímpica do Canadá na prova, em qualquer categoria, desde o bronze de William Halpenny em 1912. Cento e doze anos de intervalo.
O resto da estante
Ouro nos Jogos da Commonwealth de 2018, na Gold Coast, com 4,75 m — que é o recorde da competição —, depois de um bronze na edição de 2014, em Glasgow. Bronze nos Jogos Pan-Americanos de 2019.
Em Mundiais, ficou em sétimo em 2017, sexto no Mundial Indoor de 2018 e quinto em 2019, com 4,80 m. A primeira vitória em etapa da Diamond League veio em 2019, em Paris, com 4,82 m. O recorde canadense indoor dela é de 4,82 m.
A sequência de lesões
A carreira dela é atravessada por contusão: rompeu o tendão patelar em 2018, sofreu uma concussão em 2021 — numa queda no chuveiro, durante uma competição — e passou boa parte de 2022 lidando com as sequelas e com uma fratura no calcanhar que não havia sido diagnosticada.
A plataforma, e a renda de atleta
Ela mantém conta de assinatura de conteúdo adulto, e a razão que dá em público é direta: complementar a renda de atleta. Salto com vara não é esporte de contrato milionário, nem no Canadá nem em lugar nenhum, e ela nunca escondeu a conta.
Em 2021 entrou na lista das cem mulheres mais atraentes de uma revista masculina americana.
A suspensão de 2026
Em maio de 2026 ela foi suspensa por vinte meses pela unidade de integridade do atletismo mundial. O motivo não é exame positivo: são três falhas de localização em doze meses — uma em fevereiro de 2025 e duas em agosto —, o que a regra trata como violação antidopagem. A punição vale de dezembro de 2025 a agosto de 2027.
Na terceira ocasião, segundo o parecer publicado, ela disse ao agente de coleta que precisava sair imediatamente para gravar um programa de auditório na televisão.
A pena ficou abaixo dos dois anos padrão porque a entidade aceitou que ela já havia decidido encerrar a carreira — fator que o próprio parecer chama de suficientemente excepcional para reduzir o grau de culpa.
A resposta dela foi pública: disse que devia isso ao Canadá e a quem a apoia desde o primeiro exame antidoping, aos dezesseis anos, que nunca tomou substância para melhorar desempenho nem esteroide, e que a suspensão é simplesmente uma falha de localização.






















