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Bauru, e a líbero

Keyla Alves Ramalho nasceu em 8 de janeiro de 2000 em Bauru, no interior paulista, tem 1,65 m e joga de líbero — a posição defensiva, a única que não ataca e a única que veste uniforme de cor diferente do resto do time.

Tem uma irmã gêmea, Keyt, que joga na mesma posição. Passou pelas categorias de base do Sesi Bauru entre 2017 e 2020 e virou profissional no Pinheiros; depois foi para o Osasco.

O título que ela tem na seleção é de 2018: campeã sul-americana sub-20, em Lima, e eleita a melhor líbero daquele torneio. Em 2021 foi campeã paulista pelo Osasco.

2021, 2022, 2023: a conta, a lesão e o reality

Foi em 2021, ainda em atividade no esporte, que ela abriu a conta de assinatura — não depois de parar, e é isso que a separa de quase toda ex-atleta que faz o mesmo.

Em outubro de 2022 rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho. Em 2023 entrou no Big Brother Brasil, afastada das quadras pela lesão, e foi a oitava eliminada. A cirurgia de reconstrução do ligamento só veio em 2024.

Dezesseis milhões, e o número que ela declara

Ela é a jogadora de vôlei mais seguida do mundo: passa de dezesseis milhões só no Instagram, e de dois milhões na rede de vídeo curto. Não é a melhor jogadora do mundo, e a distância entre uma coisa e a outra é o assunto da carreira dela.

A renda declarada por ela e pelo empresário fica em torno de R$ 200 mil por mês, com pico perto de R$ 300 mil somando a assinatura e o círculo fechado de rede social. Ela afirmou publicamente ter faturado, na plataforma, o equivalente ao prêmio do programa — a assinatura dela sai por volta de catorze dólares.

E ela declara que não faz ensaio de nu, só material sensual. O caso dela mostra que a mesma plataforma abriga os dois tipos de material, e que estar nela não quer dizer produzir a mesma coisa que a vizinha de ranking.

A volta às quadras

A parte que quase toda reportagem sobre ela deixou de fora: ela voltou a jogar. Interrompeu a carreira por mais de um ano para a maternidade e, em 2026, está registrada na confederação e jogando de novo pelo Osasco.

Ao mesmo tempo assinou com um clube da liga profissional feminina dos Estados Unidos, em Los Angeles. É o desfecho menos provável de todos: a plataforma e o reality não substituíram o esporte — financiaram a volta a ele.

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