Florianópolis, e os vinte animais
Alana Gelmi mora em Florianópolis, em Santa Catarina, e se apresenta publicamente como criadora de conteúdo adulto — sem eufemismo, na própria conta aberta.
A biografia que ela escreve para si mesma não fala de números: fala que gosta de viajar, que toca piano e canta, que já foi vocalista de uma banda, e que tem mais de vinte animais — cavalo, calopsitas e cães. O conteúdo que vende ela descreve como caseiro.
São cerca de 420 mil seguidores na rede de foto e 152 mil na rede azul, além de conta na rede de texto.
Três plataformas ao mesmo tempo
O que a distingue é a distribuição: ela vende na plataforma americana de assinatura, na brasileira, e ainda numa terceira — três canais pagos simultâneos, e não um com os outros de vitrine.
A maioria escolhe uma e usa a segunda como reserva. Manter três significa produzir para três catálogos, responder em três caixas de mensagem e sustentar três públicos que não se conversam. É trabalho triplicado em troca de não depender de plataforma nenhuma — e a dependência de plataforma única é o risco estrutural desse mercado, porque a regra muda sem aviso e a conta cai sem recurso.
Fora dos pagos ela mantém ainda grupo gratuito e atendimento por bot no aplicativo de mensagem, que é o funil de entrada.
O campo, e não a vitrine
Ela deu entrevista em podcast falando de vida no campo, e é o assunto que ela puxa quando tem espaço para escolher o tema.
Vale o contraste com o resto do mercado: a rotina que quase toda criadora publica é de viagem, academia e consumo. A dela é de cavalo, pássaro e cachorro — e o conteúdo que ela vende, pela própria definição, é caseiro.




























