Da Bahia para o interior de São Paulo
Ester Muniz tem 21 anos, é baiana e foi criada no interior de São Paulo. Tem 1,62 m.
O que abriu a internet para ela não foi ensaio nem polêmica: foi dança. Só depois veio o conteúdo por assinatura.
Quinhentos mil, depois quatro milhões
A escalada dela tem duas medidas com um ano de distância entre si. Em janeiro de 2024 a imprensa noticiava mais de R$ 500 mil faturados em pouco mais de um ano na plataforma brasileira de assinatura — dinheiro que virou um carro importado e um apartamento em São Paulo.
No fechamento de 2024 ela era a segunda criadora mais acessada da plataforma, com R$ 4 milhões — atrás apenas do primeiro lugar, que fez R$ 6,5 milhões.
Multiplicar por oito em doze meses é das curvas mais íngremes que esse mercado já registrou. Sobre o próprio resultado ela disse o mínimo: "Não esperava." E sobre o que pretendia fazer a seguir, menos ainda: "Os planos são continuar e focar ainda mais."
Ainda no topo em 2026
Não foi um ano isolado. Em julho de 2026 ela aparece de novo em segundo lugar no ranking mensal de perfis mais buscados da plataforma, e figura também entre as vinte primeiras do ranking nacional de curtidas.
Manter a segunda posição com dois anos de distância entre uma medição e outra é o que separa quem teve um pico de quem construiu público.
A Itália, e o samba
Ela mora na Itália e trabalha de lá — uma das coisas que o modelo de assinatura permite e o de produtora não permitia: o acervo não depende do país onde a pessoa está.
Não é mudança definitiva, e ela é explícita sobre isso: "Eu amo o Brasil, sou brasileira raiz, mas eu pretendo ficar entre lá e cá."
Entre os planos que declarou para a volta há um que destoa do resto: aulas de samba, para desfilar no carnaval carioca. É a direção contrária da que este mercado costuma seguir — o normal é sair da passarela para a plataforma, e não o inverso.




























