A esposa é o personagem
O nome de trabalho dela carrega a palavra wife, e não é acaso: a apresentação do Instagram é "uma esposinha diferente do convencional", e a do site próprio é mais direta — "casada e exibicionista".
O casamento, que na maior parte desta seção é assunto privado ou ausente, aqui é o produto. É um nicho inteiro do mercado brasileiro, e ele se sustenta exatamente no que as outras escondem.
A outra marca dela é esportiva: musa do Vasco da Gama, título que aparece nas duas apresentações.
Seis portas, e uma delas é o WhatsApp
O site dela é uma página de links com seis botões, e o que eles vendem é incomum. Há a Privacy — a plataforma brasileira, que ela chama pelo apelido do mercado, "laranjinha" —, um Close Fans, um Telegram VIP, um grupo de prévias grátis e o X.
O sexto é o que separa o modelo dela do das outras: agendamento de chamadas e conteúdo personalizado por WhatsApp. E não é canal de atendimento — o acesso ao WhatsApp dela está descrito como parte do que se compra nos pacotes, ao lado das mídias.
Vender acesso a um aplicativo de mensagem é o oposto de vender acervo. Acervo escala: grava-se uma vez e vende-se mil. Conversa não escala, e é por isso que quem a vende cobra mais caro por ela — o limite é o dia dela.
Brasília, e o tamanho do público
A conta no X diz a cidade: Brasília. Ela está lá desde dezembro de 2022 e tem 104,4 mil seguidores.
O maior canal é o Instagram, com 1,3 milhão de seguidores para 407 publicações — e a bio dele não descreve nada, só aponta para baixo: "os segredos estão aqui".


























