Da educação especial para a assinatura
Courtney Tillia era professora de educação especial e deixou a profissão em 2017, procurando outra fonte de renda. Foi quando abriu a conta de assinatura — a trajetória que a imprensa de negócios passou a contar a partir de 2022.
Em setembro daquele ano ela afirmou ter ultrapassado um milhão de dólares na plataforma, e disse não ter arrependimento. A profissão anterior não virou passado esquecido: a apresentação dela ainda abre com "THAT Teacher", e o emoji é o de professora.
A história virou pauta, e a pauta virou apresentação
A bio dela lista onde a história apareceu: Dr. Phil, TMZ, People e o New York Post. É o inverso do comum — em vez de a imprensa resumir o perfil, o perfil resume a imprensa.
Faz sentido para o que ela vende. "Professora que virou modelo" é uma frase que a imprensa repete de graça, e cada repetição é anúncio; listar os veículos é transformar a cobertura em credencial.
Quatro endereços, e um deles é reserva declarada
O maior canal aberto dela é o TikTok, com 465,3 mil seguidores e 1,8 milhão de curtidas. No Instagram são 512 mil com 5.245 publicações — o maior acervo aberto de todos os verbetes desta leva —, e a página do Facebook soma 26 mil.
O quarto é o mais interessante: um segundo Instagram, com 141 mil seguidores, cuja apresentação declara em três palavras o que ele é — "backup 4 @courtneytillia". Conta reserva anunciada como tal, mantida com quase mil publicações.
Não é excesso de zelo. Quem trabalha com conteúdo adulto em rede aberta convive com a possibilidade de perder a conta principal sem aviso, e uma reserva já povoada é a diferença entre recomeçar do zero e mudar de endereço.
Los Angeles, e um abrigo de cachorros
A bio marca Los Angeles e aponta para uma conta de resgate de cães, que ela mantém à parte.
O perfil principal do Instagram é marcado pela plataforma como restrito a maiores de dezoito.






























