O programa dos celulares
Lizbeth Rodríguez ficou conhecida apresentando um programa de internet em que abordava casais na rua e oferecia dinheiro para poder abrir o celular deles — e expunha, no ar, as traições que encontrasse.
O formato virou fenômeno na América Latina inteira e a transformou em celebridade viral. Ela seguiu em produções parecidas da mesma casa, com variações do mesmo tema.
É um passado incomum para quem hoje trabalha com conteúdo adulto: o ofício anterior dela era expor a intimidade dos outros, e o de agora é vender a própria, sob controle dela.
O argumento de abril de 2026
Em abril de 2026 ela defendeu publicamente que mulheres considerem a plataforma diante da insegurança no México, perguntando quantas deixariam de sofrer assédio se pudessem trabalhar de casa.
O argumento dela não é de dinheiro nem de liberdade sexual: é de segurança física. Num país com os números de violência contra a mulher que o México tem, ela está tratando a plataforma como redução de exposição ao risco — trabalhar sem sair, sem patrão e sem transporte público.
É uma defesa que praticamente não aparece no debate brasileiro sobre o mesmo trabalho, e vale registro porque parte de uma premissa diferente.





























