Belas-artes, e uma produtora aos dezenove
Amarna Miller nasceu em outubro de 1990 em Madri, na Espanha, e formou-se em belas-artes numa universidade da cidade. Começou a posar para câmera aos dezoito anos.
Aos dezenove ela montou a própria produtora, a Omnia-X, com um objetivo declarado: contestar a estética convencional da pornografia. Dirigiu e produziu ela mesma o primeiro filme. A empresa funcionou cinco anos e fechou em 2013.
As primeiras cenas profissionais para outra produtora foram gravadas em Amsterdã, cerca de um ano depois da estreia.
Quatrocentas cenas, e a parada em 2017
Ela acumula mais de quatrocentas cenas gravadas, para estúdios de peso da Europa e dos Estados Unidos. Parou de gravar por vontade própria no começo de 2017 — sem anunciar aposentadoria definitiva.
Em setembro daquele ano sofreu um acidente grave de motocicleta nas Filipinas.
Os prêmios
Ganhou o TEA de melhor atriz em 2017 e três prêmios Ninfa — o de melhor atriz espanhola em 2014 e o de melhor site pessoal em 2015 e 2016. Foi indicada ao AVN de intérprete estrangeira do ano em 2016 e 2017, além de indicações em categorias técnicas.
Fora do setor, atuou no longa-metragem espanhol "Contigo no, bicho" (2017), apresentado no Festival de Málaga, e participou de exposições de arte em Madri em 2017 e 2018.
Escritora e ativista
Publicou "Manual de psiconáutica" em 2015, um livro de poesia e fotografia, e escreveu prefácios para obras de outros autores. Em 2018 lançou um guia digital sobre como a imprensa deve falar de trabalho sexual, com entrevistas, e uma peça de videoarte de um minuto.
Ela faz palestra sobre pornografia ética, feminismo e prevenção de violência de gênero, inclusive em universidade pública espanhola, e defende contrato, salário justo e condições de trabalho no setor.
A vida que ela escolheu depois
Hoje trabalha como criadora de conteúdo digital e estrategista criativa, com canal de vídeo dedicado a sustentabilidade. É vegana, pratica lixo zero e mora numa van, por opção.






















